Domingo, 11 de Outubro de 2009

Noite às moscas


Sinto ainda os estragos provocados pela intensidade das palavras, das investidas verbais do meu interlocutor. Troquei o descanso pelo diálogo filosófico e passei a noite inteira a falar não para as moscas, mas com a mosca. Isso mesmo! A mosca! A mosca intrusa, a mosca que me metralhava com questões sobre o Existencialismo e que insultava repetidamente J.Paul Sartre, acusando-o de racista anti-mosca, de misógino insecticida... Tentei a defesa do francês, argumentando que a sua acção e as suas teorias conjuntamente com a sua Simone de Beauvoir contribuíram para a emancipação politica e social da mulher. A minha tentativa provocou um autêntico estado de cólera na mosca anti-sartre que num bater de asas ensurdecedor não parava de gritar: " Sartre provoca-me náuseas". Sartre era feio, mais feio enquanto homem do que eu enquanto mosca.

 Não consigo recordar o resto da discussão. Sei apenas que acordei cansado e com a cabeça cheia de moscas. Vou parar de ler os existencialistas do século passado!!!  

 


publicado por o homem das pipocas às 16:50
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