Terça-feira, 13 de Outubro de 2009

Os Zés da Ilha

 

 

A onça de tabaco, o livro das mortalhas, os óculos de sol

Para esconder os estragos da noite,

Uma garrafa de cerveja sempre cheia de tédio,

 vazia de sonhos e de sensibilidade:

Os Zés da ilha demissionaram-se da realidade.

Cobram o reconhecimento por feitos passados

De um passado que nunca passou e, dormem ao abrigo

De um futuro dependente da meteorologia social.

Chegaram mal alimentados, mal alojados, mal casados

Permanecem bem bebidos, bem comidos, bem fumados:

Os Zés da ilha são os hippies da actualidade: enrolam o charro

Quotidiano sob o olhar critico das gaivotas ganzadas de liberdade

E de azul e de mar e de espaço e de paz e altivez…

Os Zés da ilha fecundam o tempo mudo

Projectando na tela da ilusão de um inacessível porto de abrigo.

Hibernam no inverno em marinada de cerveja e nicotina

Aguardando o Banho -Maria primaveril para ressuscitarem

No refogado estival com a chegada de amigos turisticamente generosos.

 


publicado por o homem das pipocas às 06:57
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